From Wikipedia_pt - Reading time: 2 minO Massacre de Los Horcones foi uma série de assassinatos ocorridos na fazenda Los Horcones, no departamento de Olancho, em Honduras, durante o mês de junho de 1975, em que catorze líderes religiosos, camponeses e estudantes foram mortos por membros das Forças Armadas de Honduras. [1]
Os acontecimentos que precederam o massacre ocorreram quando, em meados de junho, foram organizadas passeatas que envolviam principalmente camponeses contrários a expropriação de suas terras que aconteciam na região, porém, também contaram com a presença de outros setores que coletivamente apoiavam a causa.[2] Na época, o político e general Oswaldo López Arellano era o presidente hondurenho. O major José Enrique Chinchilla, o tenente Benjamín Plata, José Manuel Zelaya Ordóñez e Carlos Bahr foram condenados a vinte anos de prisão por envolvimento no massacre. Cabe destacar que José Manuel Zelaya Ordóñez é pai de Manuel Zelaya, posteriormente presidente de Honduras.[1]
Entre as pessoas executadas estavam o padre Iván Betancourt, sacerdote colombiano que participava das manifestações organizadas pelos camponeses para denunciar a adjudicação de terras que vinham ocorrendo no local,[3] e o padre Michael Jerome Cypher (Padre Casimiro), um sacerdote de Wisconsin, Estados Unidos, que foi torturado até a morte durante o interrogatório.
Cinco agricultores foram queimados vivos. Os corpos dos dois padres foram castrados e severamente mutilados. Duas mulheres foram jogadas em um poço com vida antes de ser dinamitado.[4]
De acordo com a jornalista e autora Wendy Griffin, "o Massacre de Los Horcones foi visto como um embate entre os interesses dos grandes latifundiários e o ativismo social da igreja na época".[5] Depois que os corpos foram encontrados, o governo central ordenou que todos os padres, monges e freiras deixassem a área para sua própria segurança.