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Em arquitetura, um lintel[1] é uma viga de materiais diversos (madeira, pedra, ferro, concreto etc.) que assenta nas ombreiras ou jambas e constitui o acabamento da parte superior de portas e janelas; sendo também chamado de dintel,[2] padieira[3] ou verga.[4] Um lintel é um tipo de viga (um elemento estrutural horizontal) que abrange aberturas como portais, portas, janelas e lareiras. Pode ser um elemento arquitetónico decorativo ou um item combinado ornamentado/estrutural. No caso das janelas, o vão inferior é designado por peitoril, mas, ao contrário do lintel, não serve para suportar carga e garantir a integridade da parede.[5] Define-se como a “peça horizontal que forma a parte superior de uma portal.[6] Um arco funciona como um lintel curvo.[7][8]
Pode também ser chamado de someiro[9] quando construído em madeira, num vão cujas ombreiras são executadas em argamassa.
Utilizado também sobre aberturas de lareiras, com o intuito de proteger a face superior da parede do calor e fumaça. A utilização da forma de lintel como elemento decorativo de construção sobre portais, sem função estrutural, tem sido empregue nas tradições e estilos arquitetónicos da maioria das culturas ao longo dos séculos.
Exemplos do uso ornamental dos linteis estão nos salões hipóstilos e nas estelas de laje do antigo Egito e na arquitetura indiana talhada na rocha dos templos budistas em grutas. Os templos budistas indianos pré-históricos anteriores e posteriores eram construções de madeira com lintéis de madeira para suporte estrutural nas aberturas. Os templos escavados na rocha eram mais duráveis, e os lintéis de pedra esculpida não estruturais permitiam utilizações ornamentais criativas de elementos budistas clássicos. Artesãos altamente qualificados foram capazes de simular a aparência da madeira, imitando as nuances de uma estrutura de madeira e os grãos da madeira ao escavar templos em grutas de rochas monolíticas.[10] Em exemplos de construções indianas independentes, a tradição da arquitetura Hoysala entre os séculos XI e XIV produziu muitos lintéis de pedra não estruturais elaboradamente esculpidos na região do Planalto do Deccan do Sul, no sul da Índia. A civilização maia nas Américas era conhecida pela sua arte sofisticada e arquitetura monumental. A cidade maia de Yaxchilan, no rio Usumacinta, no atual sul do México, especializou-se na escultura em pedra de elementos ornamentais de lintel com lintéis estruturais de pedra.[11][12]
[...] at last [...] it occurred to some philosopher or mechanic [...] that by arranging small wedge-shaped stones or other materials in a semicircular form, a sort of curved lintel could be obtained, which, though composed of many distinct parts, could be stretched from pier to pier, or from pillar to pillar [...]. [...] There have been, in some stone constructions, what may be regarded as intermediate steps between the lintel and the arch.
The arch can be called a curved lintel.
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